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Autor: admin
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(No Title)
COMEÇANDO VIOLÃO DO ZERO
O violão tradicional tem 6 cordas, as cordas são contadas de baixo para cima, então nós teremos a seguinte disposição das cordas, 1ª corda de baixo é a corda número 1,
2ª corda é a corda número 2, 3ª corda é a corda número 3, 4ª corda é a número 4, 5ª corda é a número 5 e para finalizar a 6ª corda é a corda número 6.
Essas cordas tem nomes, ou melhor, cada corda sendo tocada de maneira individual, soa uma nota musical, e essa nota tem um nome que muito provavelmente você já ouviu falar, lembra daquela cantiga do Dó, Ré, Mí, Fá, Fá, Fá?
Pois é, a escala musical é formada pelas notas Dó (C), Ré (D), Mí (E), Fá (F), Sol (G), Lá (A), Sí (B), que são representadas pelas Letras, C – D – E – F – G – A – B.
NOME DAS CORDAS
Nosso primeiro passo será saber afinar o seu violão, é importante afinar o violão toda vez que for tocar ou praticar exercícios, assim você trabalha a percepção e memória auditiva.
E para isso, iremos usar o aplicativo AFINADOR do Cifraclub.
Veja a figura abaixo.

Existem duas maneiras de afinar o violão e a guitarra usando este aplicativo.
A primeira maneira é a mais usada pelos músicos mais experientes, que é a forma cromática.
Veja a figura abaixo.
Dessa maneira o aplicativo irá mostrar o nome da corda que você estará tocando (afinando) no momento. Quando o ponteiro ficar no centro da tela, ele ficará verde, indicando que a corda está afinada.
A segunda maneira de afinar o seu instrumento, é a forma corda a corda.
Veja a figura abaixo.
Dessa maneira você irá escolher a corda que deseja afinar no momento.
E a corda ficará verde, indicando que está afinada.
Nosso próximo aplicativo será o metrônomo, este aplicativo é essencial para que você comece os seus estudos, já aprendendo a tocar no ritmo.
Pois, a grande maioria dos músicos iniciantes tem essa dificuldade de tocar no tempo certo da música.
Por falta de uma didática correta e focada no ensino, sem cortar caminhos.
E para isso nós iremos usar o aplicativo Metronome Beats.
Veja a figura abaixo.

Ambos aplicativos você irá encontrar na PlayStore para Android.
Provavelmente também para IOs. Ou similar.
Essa foi a nossa primeira aula disponível em vídeo.
Lembre-se de fazer o exercício proposto na aula, que foi fazer 1 batida por tempo com a mão direita.
Como fazer?
Abafe as cordas com a mão esquerda, coloque o metrônomo em 50 ou 60 bpm, e toque com a mão direita apenas para baixo, na cabeça de cada tempo (junto com cada batida de tempo).
Lembrando do movimento da mão direita, sempre para baixo e para cima.
Feito isso, é hora de conhecer os dedos das nossas mãos, é isso mesmo.
Existe uma nomenclatura para os nossos dedinhos das mãos, assim conseguimos entender melhor os exercícios que serão propostos daqui pra frente.
Veja abaixo como serão visualizados os dedos das mãos a partir de agora.
Sabendo disso, vamos colocar a mão na massa, ou melhor no violão, e começar a nossa rotina diária de exercícios para tocar este maravilhoso instrumento, que é o violão.
Neste primeiro momento vamos pensar em um estudo diário de 30 minutos por dia, e para cada dia nós teremos um exercício específico.
É importante você manter uma disciplina, para que você possa evoluir rapidamente.
A prática diária é o segredo dos melhores músicos do mundo.
A seguir vamos fazer alguns exercícios que chamamos de DEDILHADO DA MÃO DIREITA.
Nosso primeiro exercício será você trabalhar com o polegar da mão direita.
Você vai ferir a corda 6, na sequência a corda 5 e por fim a corda 4, e voltar até a corda 6 novamente.
Se for visualizar a sequência das cordas em números, será assim, 6 – 5 – 4 – 5 – 6.
É importante deixar os dedos Indicador, Média e Anelar, encostados nas cordas 3, 2 e 1.
Para o nosso segundo exercício, você vai deixar o polegar parado e encostado na corda 6, e vai tocar a corda 3 com o dedo Indicador, vai tocar a corda 2 com o dedo Médio, e por fim vai tocar a corda 1 com e dedo Anelar.
No terceiro exercício você vai trabalhar a sua mão esquerda, e já vai fazer os seus três primeiros acordes no violão.
Veja abaixo as cifras dos acordes menores, que são eles, Em (Mí menor), Am (Lá menor) e Dm (Ré menor).
Como praticar?
5 minutos dedilhando com o Polegar.
5 minutos dedilhando com os dedos Indicador, Médio e Anelar.
5 minutos dedilhando com os dedos Polegar, Indicador, Médio e Anelar.
15 minutos praticando os acordes.
Neste primeiro momento você vai apenas decorar os acordes menores, e a posição dos dedos nas cordas do violão.
Na próxima aula, iremos entrar com os exercícios de digitação da mão esquerda, para fortalecer os tendões da mão esquerda, e assim ter uma melhor postura para facilitar a tocabilidade do instrumento.
Quer ver um vídeo com a aula completa?
Acesse o meu anal no Youtube/tonyguitarclub e procure pela aula VIOLÃO NO LOUVOR AULA 01.
Já me segue por aqui e por lá também.
BOM ESTUDO!
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Transposição Musical
O básico que liberta qualquer músico
(Vou usar a música Maluco Beleza, de Raul Seixas, para guiar você nessa estrada)
Se você está no início da caminhada musical, deixa eu te contar uma verdade que quase ninguém fala logo no começo:
👉 Transpor uma música não é coisa de músico avançado.
👉 É coisa de músico consciente.Transposição é fundamento.
É como aprender a ler o mapa antes de sair dirigindo.
Sem isso, você até anda… mas sempre depende de alguém dizendo o caminho.Hoje vamos entender isso usando analogias simples e um exemplo clássico da música brasileira: “Maluco Beleza”, do eterno Raul Seixas 💛
Primeiro: o que é transpor, sem complicar?
Imagine que uma música é uma casa 🏠
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A melodia são as paredes
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A harmonia é a estrutura
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A letra é a alma
Quando você transpõe, você muda a casa de lugar, mas não desmonta nada.
Ela continua inteira, com o mesmo formato — só muda o bairro.Na música, esse “bairro” se chama tonalidade.
A tonalidade original de Maluco Beleza
“Maluco Beleza” está originalmente em Dó Maior (C).
A escala de Dó Maior é aquela famosa que todo iniciante conhece:
Dó – Ré – Mi – Fá – Sol – Lá – Si – Dó
E os acordes mais comuns dessa tonalidade são:
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C (Dó)
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F (Fá)
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G (Sol)
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Am (Lá menor)
Até aqui, tudo tranquilo.
Agora vem o pulo do gato 🐈⬛
Por que transpor essa música?
Vamos supor três situações bem reais:
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A música ficou grave demais pra sua voz
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Você quer tocar com outra pessoa que canta mais agudo
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Você prefere outra região do braço do violão ou da guitarra
👉 Em todas essas situações, a solução não é desistir da música.
👉 É transpor.
Transpondo de Dó Maior (C) para Sol Maior (G)
Agora pensa assim:
Transpor é como subir o mesmo desenho da escada, só que começando de outro degrau.
A escala de Sol Maior é:
Sol – Lá – Si – Dó – Ré – Mi – F# – Sol
Percebe que:
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A lógica é a mesma
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Os intervalos são iguais
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Só mudam os nomes dos acordes
Se a música em Dó Maior usava, por exemplo:
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C → G/B → Am → F → G
Em Sol Maior, isso vira:
- G → D/F# → Em → C → D
👉 O papel do acorde é o mesmo.
👉 Só mudou a “altura” geral da música.É como contar a mesma história, só que em outro tom de voz.
Agora, transpondo para Lá Maior (A)
Vamos subir mais um pouco.
A escala de Lá Maior é:
Lá – Si – Dó# – Ré – Mi – Fá# – Sol# – Lá
Perceba que agora aparecem mais sustenidos (#).
Isso assusta no começo — mas é normal.Se em Dó Maior tínhamos:
- C → G/B → Am → F → G
Em Lá Maior, isso vira:
- A → E/G# → F#m → D → E
A música continua sendo Maluco Beleza.
A vibe continua a mesma.
O espírito do Raul continua ali.Só que agora ela encaixa melhor na sua voz, ou na situação.
A grande sacada (essa quase ninguém fala)
Músicos iniciantes costumam achar que:
“Transpor é decorar outro monte de acorde”
❌ Não é.
Transpor é entender que:
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Toda música tem uma função harmônica
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Essas funções se repetem em qualquer tonalidade
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O desenho é sempre o mesmo
Quando você entende isso, você para de:
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Depender de cifra pronta
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Travar quando alguém pede “um tom acima”
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Achar que teoria musical é um bicho de sete cabeças
E começa a tocar com mais liberdade.
Fundamento não engessa — fundamento liberta
Raul Seixas falava de liberdade como poucos.
E não deixa de ser irônico que uma das maiores liberdades do músico seja justamente entender o básico.Entenda que:
Transposição não é luxo.
Não é frescura.
É alfabetização musical.Se você está começando, aprender isso agora é como aprender a ler cedo:
no começo dá trabalho…Depois, vira algo natural.
E pra fechar 🎸
Se você entendeu:
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O que é tonalidade
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Que transpor é manter a lógica
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Que a música continua a mesma, e só muda de “andar ou bairro”
Então você já deu um passo enorme na sua jornada musical.
E como diria o próprio Raul:
“Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante…”
Na música, quem aprende a transpor nunca fica parado. 😉
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(No Title)
🎶 Blues Menor em 12 Compassos:
A Linguagem Que Dói e Cura ao Mesmo Tempo
Se você já ouviu um solo que parece conversar com a alma, aquele lamento elegante cheio de atitude, provavelmente estava ouvindo blues em tonalidade menor.
Mas… por que o blues tem 12 compassos?Por que ele soa tão emocional?
E o que muda do blues básico para um blues moderno?
Relaxa.
Hoje vamos destrinchar tudo isso com analogias simples, comparações visualizadas e explicações que qualquer pessoa — mesmo quem nunca encostou num instrumento — vai entender.
🎼 1. Antes de Tudo: O Que é um Blues em 12 Compassos?
Para entender o formato do blues, imagine que a música é como uma conversa entre três amigos. Cada um fala na sua vez, por um tempo parecido, e a ordem sempre se repete.
Esses três amigos são os acordes fundamentais da harmonia ocidental:
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I (o ponto de partida — “minha casa”)
IV (a expansão — “uma caminhada até a rua de cima”)
V (a tensão — “o vizinho que chama você de volta”)
O blues organiza essa conversa em 12 frases curtas, chamadas compassos.
🎨 FIGURA 1 – A Estrutura Clássica do Blues em 12 Compassos
Imagine esse quadrado como uma pista de dança harmônica:
| I | I | I | I |
| IV | IV | I | I |
| V | IV | I | V |
Agora troque os números pelos acordes reais — no caso de Blues Menor em A, por exemplo:
| Am7 | Am7 | Am7 | Am7 |
| Dm7 | Dm7 | Am7 | Am7 |
| Em7 | Dm7 | Am7 | Em7 |
Cada quadradinho = 1 compasso.
Simples assim.
Muitas vezes no último compasso você vai reparar uma troca do acorde de Em7 para um acorde E7.
Isso cria uma tensão que implora uma resolução da conversa.
Vamos seguir.
🎵 2. Por Que o Blues É em 12 Compassos?
Pensa no blues como uma piada muito bem contada:
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Você cria expectativa
Depois desenvolve o assunto
No final, entrega o punchline.
Os 12 compassos funcionam exatamente assim:
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Compassos 1 a 4: Apresentação do tema
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Compassos 5 a 8: Mudança de cenário, aquela “viradinha emocional”
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Compassos 9 a 12: Tensão + resolução, o clássico final
É uma estrutura tão natural ao ouvido humano que virou o padrão.
É como se o cérebro dissesse:
“Ok, quatro compassos para entrar na vibe… mais quatro para aprofundar… agora quero o desfecho!”
Essa previsibilidade é o que permite improvisos incríveis — o músico sabe onde está e onde vai cair.
🎤 FIGURA 2 – A História em 3 Atos Dentro do Blues
ATO 1 — INÍCIO (1–4)
[Casa | Casa | Casa | Casa]
ATO 2 — DESENVOLVIMENTO (5–8)
[Rua | Rua | Casa | Casa]
ATO 3 — CLÍMAX + FINAL (9–12)
[Vizinho | Rua | Casa | Vizinho]
Sim, toda vez é isso — e funciona!
🎸 3. Blues Menor: O “Blues da Alma Aprofundada”
Enquanto o blues maior tem aquele ar alegre-melancólico de “eu tô sofrendo, mas tô sorrindo”, o blues menor parece mais íntimo, denso e cinematográfico.
Ele soa como:
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um close emocional,
aquele olhar perdido na janela num dia de chuva,
a confissão que você só faz para um amigo muito próximo.
🎼 Por Quê?
Porque as escalas menores carregam notas que naturalmente soam mais “tristes” ou “intensas”.
Aqui vai uma figura simples:
🎨 FIGURA 3 – A Escala Menor vs. a Maior (Simplificada)
Maior: 🙂 alegre (C D E F G A B C)
Menor: :/ intensa (C D Eb F G Ab Bb C)
Para improvisar no blues, nós usamos a escala pentatônica que é gerada das escalas mostrada acima.
Para isso tiramos os intervalos de semitons. veja como fica.
Maior: 🙂 alegre (C D E G A C)
Menor: :/ intensa (C Eb F G Bb C)
Vale lembrar que aqui estamos falando somente o básico para você começar
a entender o ponto de partida de grandes guitarristas que irei citar mais adiante.Vamos seguir.
🎶 4. Blues Básico vs. Blues Moderno (Menor)
Agora vamos comparar os dois estilos — como evolução de receita.
🥣 Blues Menor Básico (a receita de vó)
Simples, direto, cheio de abraço.
Características:
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Usa apenas os três acordes principais
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Frases previsíveis
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Groove simples
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Espaço generoso para improviso intuitivo
Exemplo visual:
Am7 – Dm7 – Em7
Linha reta, chão firme, tudo confortável.
É aquele blues que cabe em qualquer bar do mundo.
🍷 Blues Menor Moderno (a receita do chef)
Mais camadas, mais sabores, mais surpresas.
Características:
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Acrescenta acordes substitutos
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Passagens cromáticas (notas “entre os tons”)
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Tensão sofisticada
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Influências de jazz, neo soul e fusion
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Ritmos quebrados, síncopes e grooves modernos
Exemplo visual:
Am9 – Dm11 – E7#9
Com tempero, fumaça e personalidade.
Perceba como a simples adição de 9, 11, #9 deixa tudo mais “adulto”.
🎨 FIGURA 4 — Comparação Visual (Básico x Moderno)
BÁSICO:
[Am7] —— [Dm7] —— [Em7]
Linha limpa
MODERNO:
[Am9] — [Am6] — [Dm11] — [E7#9] — [E7b9]
Linha cheia de curvas, desvios e brilhos
🧩 5. Mas… Por Que Isso Importa Para Quem Está Começando?
Porque entender o formato é o que permite saber onde improvisar, quando trocar acorde, e como não se perder na música.
É como aprender a dirigir:
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Primeiro você entende as ruas básicas
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Depois aprende atalhos
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Só então se arrisca no trânsito de uma cidade grande
O blues menor moderno é essa cidade grande.
O blues básico é o seu primeiro bairro.
🎬 6. Conclusão: O Blues em 12 Compassos É a História Que Nunca Cansa
Ele funciona porque é emocional, previsível na medida certa e deixa espaço para criatividade.
O blues menor, então, é como essa história, só que narrada com mais profundidade, sombra e beleza.Do simples ao sofisticado, o que não muda é a essência:
O blues é uma conversa — às vezes triste, às vezes brava, às vezes forte — mas sempre verdadeira.Mergulhar de cabeça no mundo do blues, vai fazer de você um guitarrista diferenciado, sabe porque?
Por que os melhores guitarristas do mundo começaram pelo blues, poderia citar vários aqui, mas só pra você pegar uma referência, pesquise por um tal de Jimi Hendrix ou Eric Clapton e se quiser também, você pode pesquisar por Stevie Ray Vaughan.
Só essas 3 lendas já irão fazer a sua mente explodir de tanta riqueza musical.
É isso, espero ter ajudado você que é iniciante na música, a importância de estudar o inicio de tudo, saber que é no começo que você colhe os grandes frutos no final.
Gratidão sempre.
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Tem aulas disponíveis no meu canal do YouTube.
Até a próxima!
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(No Title)
🎵 A Escala Maior
o Mapa do Tesouro que Todo Músico Precisa Aprender
Sabe quando você está tentando entender uma música e parece que está lendo um mapa cheio de símbolos estranhos?
Pois é… dominar a estrutura da escala maior é como finalmente aprender a ler esse mapa — e perceber que o tesouro sempre esteve ali, bem debaixo do seu nariz.
Então bora abrir esse baú de conhecimento, com um conteúdo claro e consistente de verdade,
do jeito que você merece merece.
🎼 1. O que é, afinal, a tal Escala Maior?
A escala maior é como uma receita de bolo.
Se você seguir os passos certinhos, o bolo cresce lindo.
Se troca uma medida, o negócio desanda.
Na música, essa “receita” é feita de tons e semitons.
A estrutura universal de qualquer escala maior é sempre a mesma:
T – T – ST – T – T – T – ST
(T = tom, ST = semitom)É como aquele amigo que sempre repete:
“Não importa onde você vá, eu vou com você.”
Essa estrutura é fiel assim.Veja abaixo essa estrutura mais detalhada.
🎹 2. A Escala de Dó Maior:
A Criança Querida da Música
Se a teoria musical fosse uma escola, a escala de Dó maior seria o aluno que tira 10 sem estudar.
Por quê?
Porque ela não tem nenhum susto, nenhum acidente, nenhum sustenido, nenhum bemol.
É a escala mais “vanilla”, mais básica, mais limpa — e perfeita pra começar.
A escala é:
🎯 3. Os Graus da Escala:
Os Personagens da História
Cada nota da escala tem um “papel” específico, como os personagens de uma novela.
Os nomes oficiais são:-
Tônica – O protagonista. Sem ele, não tem história.
Supertônica – O amigo que chega logo depois.
Mediante – Aquele personagem que dá o tom emocional.
Subdominante – O que cria tensão leve na trama.
Dominante – O grande vilão que empurra tudo para acontecer.
Superdominante – O alívio cômico da novela.
Sensível – O personagem nervoso, que quase chega na tônica… aquele que gera suspense.
Em Dó maior isso fica assim:
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C – Tônica
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D – Supertônica
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E – Mediante
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F – Subdominante
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G – Dominante
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A – Superdominante
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B – Sensível
Para simplificar a visualização, veja a figura abaixo.
Por isso que eu sempre falo que essa estrutura é a régua do campo harmônico.
Pois é a partir dessa estrutura que tudo se constrói, escalas, pentatônicas, acordes, tudo é gerado a partir desse esqueleto da escala.
🎸 4. Acordes Gerados:
A Família Inteira Reunida
Agora a coisa fica divertida.
Se você empilha as notas dessa escala em terças partindo de cada grau (ou seja: nota T + 3ª + 5ª), surgem os acordes naturais da escala maior.Na escala de Dó maior nós teremos os seguintes acordes, pensando apenas nas tríades, ah, vale lembrar que essa regra serve para qualquer tonalidade, tá?
Assim como a escala, os acordes também seguem a mesma estrutura proposta logo abaixo:
Esses são os acordes que aparecem naturalmente quando você toca qualquer
música em Dó maior.
Eles são a família oficial desse tom.
🔑 5. A Fórmula Mágica:
Como Descobrir a Escala de Qualquer Tom?
Lembra da receita de bolo que falei no começo?
Então, agora ela vai brilhar!
Para montar qualquer escala maior, é só:
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Escolher a nota inicial (tônica)
Aplicar a estrutura:
T – T – ST – T – T – T – ST
Isso funciona em qualquer tonalidade: Sol, Ré, Fá, Si bemol… qualquer uma.
É como colocar um molde em cima de uma massa.
Não importa onde você se posiciona, o formato final sempre é o mesmo.
⭐ 6. Exemplo Final: Escala de Sol Maior
Para você entender como é fácil encontrar a escala maior de qualquer tonalidade vou usar aqui como exemplo a escala de Sol maior, basta usar a estrutura que você aprendeu logo acima, veja como é simples.
Começamos em Sol (G) e aplicamos a estrutura:
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G → T → A
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A → T → B
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B → ST → C
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C → T → D
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D → T → E
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E → T → F#
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F# → ST → G
Resultado:
G – A – B – C – D – E – F# – G
Sim, tem um Fá sustenido. E porque apareceu esse Fá sustenido?
Por que a estrutura da distância entre o sexto e sétimo graus, e entre o sétimo e oitavo graus, pedem isso.
O Fá sustenido é a assinatura do Sol maior.
Ele é aquele tio que chega na festa sempre com uma camiseta diferente — você bate o olho e já sabe quem é.
Veja com mais detalhe na imagem abaixo.
Agora você entendeu como é fácil?
🚀 Conclusão:
Por que Tudo Isso Importa?
Porque se você domina essa estrutura, você:
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Destrava qualquer escala maior
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Montar acordes sem decorar tabelas
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Entende progressões harmônicas
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Enxerga música com a clareza de um raio laser
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Se livra do “decoreba”, que é a maior prisão do iniciante
A estrutura da escala maior é a chave mestra da harmonia.
É como aprender a ler — depois que você aprende, o mundo inteiro muda.
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E até a nossa próxima aula.Bom estudo! -
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(No Title)
🌊 Por que estudar intervalos musicais muda sua forma de tocar?
Djavan é a prova viva disso
Se você já sentiu que música boa tem alguma coisa que você não sabe explicar,
mas que mexe com você por dentro, deixa eu te contar um segredo:
o nome disso são os intervalos.Intervalos são como a distância emocional entre duas notas.
Pensa assim:-
Tem intervalo que é abraço.
-
Tem intervalo que é queda livre.
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Tem intervalo que é aquela mão gelada na barriga quando você encontra alguém que gosta.
-
E tem intervalo que é partida de navio — você sente que algo está indo embora, mas ainda está ali, vibrando no ar.
Agora segura essa: se você não estuda intervalos, você está dirigindo
um carro potente com faróis apagados.
Você até anda, mas não vê o mapa, não entende as curvas, não enxerga o caminho que o compositor criou.E nenhum compositor deixa isso mais claro do que Djavan.
🌌 A música Oceano: um laboratório emocional de intervalos
Claro que toda a elegância dos acordes dessa música faz você viajar e entrar em êxtase.Eu vou destacar apenas um acorde aqui, para simplificar a visualização dos intervalos sendousados como passagem de uma acorde para outro.Vamos direto ao ponto quente.
Em “Oceano”, Djavan faz uma coisa deliciosa no acorde de Bm (Si menor):
ele usa uma sequência de intervalos internos como ponte emocional para o próximo acorde.É como se dissesse para o ouvinte:
“Calma… a gente vai chegar lá. Mas deixa eu te mostrar um caminho bonito antes.”
Dentro desse Bm, ele cria pequenas “escadinhas” melódicas — intervalos de sétima maior, sétima e sexta que funcionam como passagens, quase como mini suspiros musicais.
Essas notas internas não são “enfeites”.Elas são a cola emocional entre um acorde e outro.
Pensa assim:-
O acorde é o cenário.
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Os intervalos são os movimentos da câmera.
O cenário é fixo.
Mas o movimento… é ele que conta a história.Quando Djavan faz essas ligações internas, ele não está apenas “saindo do acorde”.
Ele está criando expectativa — aquela sensação de “tem algo chegando, presta atenção”.É como se o acorde de Bm fosse um cais, e cada intervalo que ele move te
empurrasse um passo mais perto do barco que está prestes a zarpar para o próximo
destino harmônico.
É sutil.
É elegante.
É Djavan sendo Djavan.E, se você não estuda intervalos, passa despercebido — mas o corpo sente.
🎼 O que são, afinal, esses tais intervalos?
De forma simples: intervalo é a distância entre duas notas.
Mas, na prática, intervalos são:
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Sensações (tristes, tensas, doces, abertas, misteriosas).
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Caminhos (ascendentes, descendentes, estáticos).
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Ferramentas de expressão que dizem o que palavras não conseguem dizer.
Se acordes são como cores, intervalos são como pinceladas.
Dois pintores podem usar as mesmas cores, mas as pinceladas mudam tudo.
Assim como dois músicos podem usar o mesmo acorde,
mas os intervalos internos vão dizer se aquilo soa:-
sedutor,
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bravo,
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esperançoso,
-
ou despedaçado.
🌊 Por que intervalos importam tanto?
(E por que quem não estuda fica sempre no raso)
✦ 1. Intervalos definem a emoção da música
Já percebeu que algumas canções parecem sorrir enquanto outras choram?
Não são os acordes.
São os intervalos dentro deles.✦ 2. Eles fazem a ligação entre um acorde e outro
Essa ligação suave, colorida, charmosa, o que Djavan usa como ninguém,
é construída com intervalos.Sem eles, a música vira um áudio quadrado, “duro”, previsível.
✦ 3. Sem intervalos, seu improviso nunca vai evoluir
Improvisar ≠ decorar escalas.
Improvisar = saber qual intervalo vai contar a história certa.✦ 4. Eles te dão vocabulário emocional
Cada intervalo tem uma “personalidade”.
Estudar isso é como aprender novas palavras para dizer o que você sente.✦ 5. Intervalos revelam as intenções do compositor
Quando você entende por que Djavan usa certas distâncias entre notas,
você lê a mente dele.
É como ver o rascunho emocional da música.
🎵 A magia do Bm em Oceano
E por que ele funciona como uma ponte transparente
No trecho específico, Djavan faz o Bm respirar.
Ele não fica estático, não vira uma “placa musical”.
Ele abre espaço para movimento interno, criando pequenas passagens melódicas que fazem você perceber que algo está prestes a acontecer.Isso se dá porque ele usa intervalos estratégicos como:
-
Sétima maior que criam fricção leve (aquela tensão gostosa).
-
Sétima menor e sexta que devolvem doçura e equilíbrio.
-
Notinhas de passagem que funcionam como degraus entre uma área emocional e outra.
É como observar o mar:
a água está sempre se mexendo, mas você continua reconhecendo o mar ali.Esse Bm é isso:
movimento sem romper a identidade.E quando chega no próximo acorde, parece natural — inevitável.
🔥 O que isso ensina para você, músico?
Que estudar intervalos não é sobre teoria.
É sobre sensibilidade, expressão, intenção e controle emocional do som.Você passa a ter ferramentas para:
-
deixar seus acordes vivos,
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criar passagens inteligentes,
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improvisar com propósito,
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e escrever músicas que se conectam profundamente.
Você começa a ouvir música com óculos de raio X.
E, quando toca, o público sente.
✍️ Conclusão:
Intervalos são o idioma secreto da música.
Quem aprende esse idioma entende Djavan.
E quem entende Djavan toca com alma.Gostou dessa matéria?
Deixa aqui o seu comentário.Quer saber mais sobre intervalos na prática?Me siga nas redes sociais, porque lá tem muito conteúdo que vão enriquecer o seu aprendizado musical.YouTube > @tonyguitarclub <Instagram > @tonyguitarclub <Muito prazer, sou o professor Tony SmithAté a próxima! -
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(No Title)
FUNÇÕES HARMÔNICAS
NO CAMPO HARMÔNICO MAIOR: O Guia Definitivo
Imagine que a harmonia é uma cidade.
Dentro dela existem três grandes bairros: Tonal, Subdominante e Dominante.
Cada um desses bairros abriga acordes com “personalidades” próprias — alguns são caseiros, acolhedores; outros são aventureiros; outros gostam de tensão e drama.E o Campo Harmônico Maior é como o mapa dessa cidade.
Hoje vamos explorar profundamente o Campo Harmônico de Dó Maior, o mais limpo, cristalino e intuitivo de todos.
E o mais mágico: vamos ver isso acontecendo em músicas famosas, com cifras e trechos melódicos que você conhece.
🎹 1. Antes de tudo: Apresento o Campo Harmônico de C Maior
Sem sustenidos, e sem bemóis, sem truques.
As notas da escala são:
C – D – E – F – G – A – BO Campo Harmônico resulta nesses acordes:
C – Dm – Em – F – G – Am – Bm7(b5)
I II III IV V VI VII°
Veja que cada nota da escala virou um acorde, e cada acorde está distribuído em graus ( 1º, 2º, 3º e assim segue até o sétimo grau).
Agora vamos visitar os “bairros”.
🎼 2. Entendendo as Funções Harmônicas
📍 Tônica (T): O lar.
O sofá da sala.
O abraço da mãe.
A tônica é a sensação de chegada, descanso, paz.
No campo harmônico de C maior, são acordes de função tônica:
C (I)
Em (III)
Am (VI)
Eles têm aquela sensação de estabilidade — como quando você respira fundo após um dia longo.
🌤️ Subdominante (SD): o caminho, o movimento, o “vamos dar uma volta?”
O Subdominante não é casa, mas também não cria tensão extrema.
Ele empurra suavemente o ouvinte para longe da tônica.
Dm (II)
F (IV)
São os acordes que sugerem mudança, transição, paisagem.
⚡ Dominante (D): o drama, a necessidade de resolver, o “me abraça AGORA!”
O dominante cria uma tensão tão forte que a música implora para voltar para a tônica, implora para voltar para o aconchego do lar.
G (V)
Bm7(b5) (VII°)
O V é o drama clássico do cinema.
O VII° é o personagem misterioso que aparece na madrugada — assustador, imprevisível.
🎹 3. Para visualizar melhor:
Veja um “mapa mental” simplificado das funções.[ TONAL (T) ]
C | Am | Em
(Descanso, casa, paz)
↓
[ SUBDOMINANTE (SD) ]
F | Dm
(Movimento suave)
↓
[ DOMINANTE (D) ]
G | Bm7(b5)
(Tensão – precisa resolver)
↓
C
(O retorno ao lar)
🎵 4. Agora, vamos ver isso na vida real:
Músicas famosas que usam essas funções.🎤 Exemplo 1: “Let It Be” – The Beatles
A música inteira é praticamente uma aula ambulante de Campo Harmônico Maior.
Trecho:
C G Am F
When I find myself in times of trouble
Funções:
-
C (Tônica) — o ponto de partida emocional.
G (Dominante) — cria leve expectativa.
Am (Tônica relativa) — sensação introspectiva, suave.
F (Subdominante) — mudança de cenário, iluminação nova.
Perceba como Paul McCartney faz você sentir calma (T), depois expectativa (D), depois reflexão (vi), depois movimento (SD).
É como caminhar pela própria mente.
🎤 Exemplo 2: “No Woman, No Cry” – Bob Marley
Conhecidíssima progressão I–V–VI–IV.
C G Am F
No woman, no cry
Funções:
-
C – Tônica
-
G – Dominante
-
Am – Tônica relativa
-
F – Subdominante
Perceba: essa é a mesma progressão de várias músicas pop — justamente porque o ciclo T → D → T → SD
é emocionalmente equilibrado.
Ele fala com a alma humana.
🎤 Exemplo 3: “Someone Like You” – Adele
Aqui, o efeito é mais melancólico.
C G Am F
I heard that you’re settled down…
Sim! Novamente: I–V–VI–IV.
Adele usa a tônica relativa (Am) para aprofundar a emoção, criando um clima de saudade que não precisa de palavras.
🎯 5. Entendendo a emoção de cada função
Tônica = o fim de tarde no lugar favorito
A sensação de fechar os olhos e sentir segurança.
Subdominante = arrumar a mochila e dizer “vamos ver o que tem lá fora?”
É movimento sem conflito.
Dominante = aquele momento do filme em que o herói está na beira do abismo
Algo Vai acontecer — e o corpo sabe disso.
Músicas que mexem com você sabem alternar esses três estados.
🎨 6. Uma imagem conceitual do fluxo emocional
da harmonia(Você realmente sente uma história sendo contada, é a função de cada acorde dentro da harmonia que
lhe proporciona isso).
Paz (T)
│
▼
Leve mudança (SD)
│
▼
Tensão, suspense (D)
│
▼
Resolução (T)
Isso é praticamente a estrutura emocional de qualquer história.
A harmonia é narrativa pura.
🎶 7. Uma progressão completa para você sentir
na práticaToque devagar, como se estivesse contando uma história:
Sinta cada acorde, preste atenção na passagem de cada acorde.
C | Am | Dm | G | C
T T SD D T
Sensação:
-
C → Am = calma, familiaridade
-
Am → Dm = “vamos levantar da cama”
-
Dm → G = “algo vai acontecer”
-
G → C = o alívio da resolução
Essa progressão está presente em milhares de músicas por um motivo: ela é emocionalmente perfeita.
🎵 8. Conclusão: dominar funções harmônicas
é dominar a emoção da músicaSe você entender Tônica–Subdominante–Dominante, você entende:
-
por que certas músicas emocionam,
-
por que alguns acordes soam “tristes”,
-
por que determinadas progressões parecem contar histórias.
E o melhor: isso não é só teoria
— é psicologia musical, é intuição organizada, é emoção com arquitetura.
Espero muito que você tenha curtido essa pitada de conhecimento e que eu tenha lhe ajudado nessa sua
caminhada rumo ao “músico de verdade”.
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@tonyguitar club
Deixa aqui o seu comentário e até a nossa próxima aula.
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(No Title)
CONHECENDO AS CORDAS DO VIOLÃO E DA GUITARRA
Conhecendo as cordas do Violão/Guitarra
Na figura abaixo você tem à disposição, o braço de um instrumento de 6 cordas.
Contamos as cordas de baixo para cima, no caso a corda 1 é a primeira corda de baixo, que tem o nome de Mí (ou mizinha), a corda 2 é a corda Si, a corda 3 é chamada de Sol, a corda 4 é a corda Ré a corda 5 chama-se Lá, e por fim temos a corda 6 que também recebe o nome de Mí (ou mizona).
Corda 6 = Mí
Corda 5 = Lá
Corda 4 = Ré
Corda 3 = Sol
Corda 2 = Sí
Corda 1 = Mí
Essa é a afinação padrão para violão e guitarra de 6 cordas.É importante ter esse conhecimento, pois a partir das notas dascordas soltas, você vai conseguir encontrar todas as 7 notas daescala de Dó Maior, aquela escala que você já deve tercantado por aí.Lembra?
Dó Ré Mí Fá Fá Fá
Dó Ré Dó Ré Ré Ré
Dó Sol Fá Mí Mí Mí
Dó Ré Mí Fá Fá Fá
Agora veja as notas da escala de Dó Maior que são representadas
pelas letras
C D E F G A B C
C (Dó) – D (Ré) – E (Mí) – F (Fá) – G (Sol) – A (Lá) – B (Sí) – C (Dó)
Pensando na disposição das notas no braço do instrumento, basta
saber que essa escala tem um
espaço de tom e semitom entre as notas, e sabendo onde estão esses
espaços você encontra todas
as notas em todo o braço do violão e da guitarra.
Veja que a nota C (Dó) se repetiu ao final da escala, e recomeça a
mesma sequência de notas.
No braço fica fácil encontrar essa distância entre as notas, e como você
consegue isso?
Simples, as notas no braço do instrumento anda de meio em meio tom,
ou no caso de semitom a semitom, então, quando falo de 1 tom, temos a
distância de 2 casas entre uma nota e outra, então como exemplo eu vou
usar a nota C (Dó) e a nota D (Ré), entre essas duas notas nós temos
1 tom de distância, sabendo disso, basta saber onde está a nota C (Dó)
e a partir dessa nota eu pulo 1 casa e encontro a nota D (Ré), fácil né?
E por fim, no caso do semitom, já sabemos que não pulamos
nenhuma casa, e como exemplo eu vou usar as notas E (Mí) e F (Fá),
logo se eu pegar a 6ª corda solta onde já sabemos que é a nota
E (Mí), basta apertar o dedo na próxima casa que já
encontramos a nota F (Fá).
O processo para encontrar todas as notas no braço do
instrumento é simples, basta saber onde estão os semitons.
No caso da escala maior eles estão entre o 3º e 4º graus, e entre
os 7º e 8º graus.
Agora você entendeu por que a primeira nota da escala apareceu
novamente no 8ª grau, certo?
Então na escala de Dó Maior nós temos essa disposição de distância
entre as notas, para simplificar o entendimento eu vou representar
1 tom com a letra T e 1 semitom com as letras ST.Vamos lá.
C -T- D -T- E -ST- F -T- G -T- A -T- B -ST- C
Agora que você já sabe todas as notas da escala de Dó Maior,
vamos colocar em prática tudo que você aprendeu até aqui.
No primeiro exercício você deve colocar quantos tons tem
entre as notas.
Exemplo: C 1 tom D
D ________ E
E ________ F
F ________ G
G ________ A
A ________ B
B ________ C
No próximo exercício você deve tirar algumas xerox da figura, e assim
encontrar todas as notas no braço instrumento.
Faça os exercícios a lápis para facilitar a correção de algum erro
cometido.
NNNNNNNNNNNNNNNNNNNNNN
Os três acordes mágicos que você precisa aprender.
São eles:
Não tenha pressa e curta o processo.
Uma observação importante para você que está iniciando,
é prestar atenção na sua postura para não machucar.
Caso queira ver vídeos com mais detalhes sobre as aulas
proposta aqui, basta seguir o meu canal lá no Youtube.
@tonyguitarclub.
Um grande abraço e até a próxima.
Bom estudo!
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TEORIA MUSICAL – INTRODUÇÃO
Introdução à Teoria Musical
1 – IntroduçãoVocê já se perguntou alguma vez o que é música?Esta é uma pergunta com diversas possíveis respostas.De uma fora resumida, a música é a arte de expressar emoções e sentimentos, combinando sons simultânea e sucessivamente.Porém, como músico, é importante que a resposta seja um pouco mais aprofundada.Prometo que vou ser breve aqui, então já pega o seu caderno e a sua caneta para anotar todas informações que irei disponibilizar aqui.Para entender melhor o que é a música, vamos começar com os tipos de som e suas propriedades.Tipos de som
Som musicalÉ o resultado de vibrações sonoras regulares e definidas, como, piano, violão, sino e instrumentos de percussão.O som musical pode ser grafado.RuídoÉ o resultado de vibrações irregulares e indefinidas, como motor de carro, trovão e turbinas.Diferentemente do som musical, o ruído não pode ser grafado.Propriedades do som
Duração
É o tempo que determinado som é propagado.Pode ser curto ou longo.Intensidade
O som pode ser forte ou fraco, irá depender da força e da pressão exercida quando o som for produzido.Altura
Está relacionado à frequência sonora.A altura permite classificar se o som é grave ou agudo.Timbre
É a qualidade que nos possibilita descobrir de onde o som é produzido.Pode ter origem de um instrumento musical, do canto dos pássaros, de uma voz humana, de talheres batendo no prato ou qualquer outra coisa que possa emitir sons.Agora que você já entendeu u pouco sobre o som, vamos falar sobre os principais elementos da música.Elementos da Música
A música é formada por 3 elementos, são eles a Melodia, a Harmonia e o Ritmo.Melodia
É a combinação de sons sucessivos (um após o outro), como por exemplo, o canto de um pássaro ou o assobio de um pessoa.Harmonia
É a combinação simultânea de sons (tocados ao mesmo tempo), como por exemplo, um acorde na guitarra ou várias vozes cantando de forma simultânea em um coral.Ritmo
É a combinação de sons breves, longos e silêncio (pausa), executados sucessivamente.2 – Notas Musicais
Fisicamente falando, uma nota musical é o resultado da agitação de moléculas de ar.Estas vibrações são captadas e processadas pelos nossos ouvidos e interpretados como som.O que difere uma nota da outra, é a sua frequência.Entende-se por frequência a quantidade de ciclos (oscilações) de uma onda sonora dentro de um período de tempo.As notas mais graves vibram menos vezes (menor frequência), enquanto as notas mais agudas vibram mais (maior frequência).O nosso sistema musical é composto por 7 notas naturais que provavelmente você já ouviu falar.São elas: Dó – Ré – Mi – Fá – Sol – Lá – SíAs notas podem ser dispostas de maneira ascendente (iniciam na região grave e partem para a região aguda), ou descendente (iniciam na região aguda e partem para a região grave).Imaginando a escala de Dó maior natural sendo tocada partindo da nota mais grave para a nota mais aguda, teremos a escala sendo executada de forma ascendente, neste caso teremos a seguinte sequência, Dó – Ré – Mi – Fá – Sol – Lá – Sí.Agora essa mesma escala sendo executada de maneira descendente, teremos a seguinte sequência, Sí – Lá – Sol – Fá – Mi – Ré -Dó.É importante ter em mente a diferença entre Nota e Acorde.O acorde, nada mais é, do que um conjunto de 3 ou mais notas tocadas simultaneamente (se aproxima do conceito harmonia).De uma maneira bem resumida, eu espero ter ajudado você no entendimento básico sobre teoria musical.Aqui é apenas o começo da caminhada, é importante você curtir o processo do aprendizado.Nas próximas aulas você irá aprender novos conceitos e assim ir somando novos conhecimentos para ter total domínio da teoria musical, e assim aplicar todo o seu conhecimento no seu instrumento.Se você é um amante de Violão e Guitarra, veja os meus conteúdos nas minhas redes sociais, lá você vai encontrar várias aulas e dicas todos os dias, basta pesquisar @tonyguitarclub no YouTube, Instagram, Facebook e no TikTok é @guitarrista.tony.Ficou com alguma dúvida?Deixa aqui nos comentários que eu respondo assim que possível.




